O Ministério Público Federal (MPF) e o Procon em São Paulo solicitaram informações à plataforma LinkedIn sobre a remoção de um anúncio de uma vaga de emprego, feito pelo Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo (Laut), em que seria dada preferência a candidatos negros e indígenas.

De acordo com o MPF, a decisão “contraria esforços realizados no Brasil para a inclusão de minorias por meio de ações afirmativas”. Com isso, a rede social corporativa deverá esclarecer qual regra norteou a exclusão do post, detalhando seus fundamentos jurídicos, no prazo de 10 dias úteis.

O LinkedIn é uma famosa rede social destinada ao mercado de trabalho, em que os usuários compartilham informações de cunho profissional, enquanto empresas podem ofertar oportunidades de emprego.

“O STF entende essas medidas não somente como reparação histórica em favor de grupos subalternizados, mas como forma de beneficiar toda a sociedade prospectivamente, por meio da construção de espaços mais plurais e menos excludentes”, afirmou, em nota, o MPF.

No Twitter, ao ser questionada por usuários sobre a retirada do anúncio, a plataforma respondeu que suas políticas são aplicadas de forma consistente a todos os usuários e que se pede que “as vagas não especifiquem preferências ou requisitos relacionados a características individuais, como idade, sexo, religião, etnia, raça ou orientação sexual”.

Já o Procon-SP informou que a empresa deverá apresentar informações como: se há aplicação de políticas específicas que norteiam as publicações e como os anunciantes são informados das mesmas e em que situações ocorre eventual exclusão de anúncio já publicado.

O Conexão Política entrou em contato com a assessoria de comunicação do LinkedIn, mas ainda não havia recebido retorno até o fechamento deste texto. O espaço segue aberto.





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