Políticos experientes e analistas que acompanham o debate público costumam dizer que o Congresso Nacional modifica toda a sua rotina durante anos eleitorais, com os parlamentares deixando de votar projetos importantes para o Brasil em troca de focarem na reeleição.

Um dado exposto no Portal da Transparência parece atestar essa tese de que a manutenção do cargo talvez seja mais importante do que prosperar o país com pautas reformistas. Na Câmara, por exemplo, a grande maioria dos integrantes disputarão uma nova eleição para se manterem no poder.

Dos cerca de R$ 21,8 milhões gastos neste ano pelos deputados com verba de gabinete, cerca de R$ 8,2 milhões foram com publicidade, a chamada “divulgação da atividade parlamentar”.

Esse dinheiro público pode ser gasto com passagens aéreas, telefonia, serviços postais, manutenção de escritórios, assinatura de publicações,  alimentação e hospedagem.

A verba estatal também inclui despesas como locomoção, contemplando locação ou fretamento de aeronaves, veículos automotores e embarcações, serviços de táxi, pedágio e estacionamento e passagens terrestres, marítimas ou fluviais; combustíveis e lubrificantes; serviços de segurança; contratação de consultorias e trabalhos técnicos.

De acordo com a lei, o valor máximo mensal da cota para cada deputado depende do Estado que o congressista representa. Essa diferença ocorre por causa, por exemplo, das passagens aéreas, que variam muito e estão relacionadas ao preço do trecho entre Brasília e a região do parlamentar.

Valor máximo da verba de gabinete que cada deputado pode utilizar por mês | Imagem: Reprodução / Transparência





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