O cenário de guerra envolvendo Rússia e Ucrânia segue repercutindo mundo afora.

Hoje, 4 de março, faz nove dias que o país de Vladimir Putin decidiu invadir a Ucrânia, fazendo a Rússia assumir o controle da usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior do tipo na Europa, após bombardeio que atingiu um prédio do complexo.

Ontem (3), o ministro russo das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, disse acreditar que alguns líderes estrangeiros estão se preparando para uma guerra contra a Rússia e que Moscou vai continuar com sua operação militar na Ucrânia até “o final”.

Ele também acusou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que é judeu, de presidir “uma sociedade onde o nazismo está florescendo”.

Persistindo neste cenário, a Rússia intensifica suas operações militares, com ataques intensificados de artilharia e foguetes em toda a Ucrânia.

MBL em meio ao caos

Apesar do eixo internacional seguir cada vez mais inflamado com o cenário de guerra, nem todos parecem estar levando a sério a situação de combate entre os dois países.

Ao longo desta semana, dois líderes do Movimento Brasil Livre (MBL) anunciaram ida à Ucrânia.

A iniciativa foi anunciada pelos integrantes do movimento, o deputado estadual Arthur do Val (Podemos-SP), conhecido como Mamãe Falei, e o coordenador do MBL, Renan Santos. Ambos decidiram viajar para o país, a fim de “mostrar aos brasileiros a realidade da guerra”.

O embarque foi alvo de críticas de diversas personalidades, englobando nomes da esquerda, direita e, surpreendentemente, até do ‘centrão’ — ala política que possui determinado alinhamento com o MBL, e costuma legitimar críticas de líderes do movimento contra figuras que compõem o governo federal.

A ideia de ‘surfar’ no cenário de guerra não pegou bem para o grupo, alvo também de memes nas redes sociais, além de uma enxurrada de ‘dislikes’.

Reprovação ganha novo episódio

Na tarde desta sexta-feira (4), áudios atribuídos a Arthur do Val viralizaram na internet. Neles, o parlamentar supostamente diz, entre outras coisas, que ucranianas são fáceis porque são pobres.

O conteúdo foi divulgado com exclusividade pelo portal Metrópoles. Nas mensagens, ele também teria dito que a fila da baladas brasileiras “não chega aos pés da fila de refugiados aqui”.

“Vou te dizer, são fáceis, porque elas são pobres. E aqui minha carta do Instagram, cheia de inscritos, funciona demais. Não peguei ninguém, mas eu colei em duas ‘minas’, em dois grupos de ‘mina’, e é inacreditável a facilidade”, diz Arthur, que é pré-candidato ao governo de São Paulo nas eleições deste ano e conta com apoio do ex-juiz Sergio Moro.

Anteriormente, nas redes sociais, Moro chegou a classificar a iniciativa do deputado estadual e do coordenador do MBL, de irem à Ucrânia é “louvável”.

Em outro trecho, o parlamentar cita ‘fila das refugiadas’, com declarações consideradas pejorativas sobre as mulheres.

“Só vou falar uma coisa para vocês: acabei de cruzar a fronteia a pé aqui, da Ucrânia com a Eslováquia. Eu juro, nunca na minha vida vi nada parecido em termos de ‘mina’ bonita. A fila das refugiadas… Imagina uma fila sei lá, de 200 metros, só deusa. Sem noção, inacreditável, fora de série. Se pegar a fila da melhor balada do Brasil, na melhor época do ano, não chega aos pés da fila de refugiados aqui”, teria dito Do Val.

Ouça o áudio:





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